{"id":8689,"date":"2019-04-08T19:32:00","date_gmt":"2019-04-08T22:32:00","guid":{"rendered":"http:\/\/150.164.104.182:8080\/wordpress\/?p=8689"},"modified":"2020-01-10T18:54:37","modified_gmt":"2020-01-10T21:54:37","slug":"doutorando-da-faculdade-de-direito-ufmg-tem-artigo-aceito-para-encontro-mundial-de-governo-aberto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.direito.ufmg.br\/?p=8689","title":{"rendered":"Doutorando da Faculdade de Direito\/UFMG tem artigo aceito para encontro mundial de Governo Aberto"},"content":{"rendered":"<p><i>Felipe Moreira far\u00e1 exposi\u00e7\u00e3o sobre sua pesquisa que trata do uso de dados legislativos abertos para fins de lobby e advocacy nos parlamentos.<\/i><\/p>\n<p>A Parceira para Governo Aberto ou OGP (do ingl\u00eas <i>Open Government Partnership<\/i>), junto com a Universidade Carleton, promover\u00e1 no Canad\u00e1 a segunda Confer\u00eancia Acad\u00eamica de Governo Aberto que ter\u00e1 como tema \u201cParticipa\u00e7\u00e3o, Inclus\u00e3o e Impacto\u201d. O evento ocorrer\u00e1 na \u00faltima semana de maio em Ottawa como parte do <a href=\"https:\/\/ogp.smapply.io\/prog\/2019_ogp_global_summit\/\">Encontro Global de Governo Aberto<\/a>.<\/p>\n<p>A OGP \u00e9 uma iniciativa internacional que pretende difundir e incentivar mundialmente pr\u00e1ticas governamentais relacionadas \u00e0 transpar\u00eancia dos governos, ao acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o p\u00fablica e \u00e0 participa\u00e7\u00e3o social. A iniciativa foi lan\u00e7ada em 2011, quando os oito pa\u00edses fundadores da Parceria (dentre eles o Brasil) assinaram a <a href=\".\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/declaracao-governo-aberto.pdf\">Declara\u00e7\u00e3o de Governo Aberto<\/a> e apresentaram seus Planos de A\u00e7\u00e3o. Atualmente, 75 pa\u00edses integram a Parceria.<\/p>\n<p>O doutorando e pesquisador do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Direito da UFMG, Felipe L\u00e9lis Moreira, teve proposta de artigo aceita para a <i>OGP Academy<\/i> e abordar\u00e1 o uso de dados abertos e o surgimento de fermentas inovadoras para fins de <i>lobby<\/i> cidad\u00e3o nos parlamentos.<\/p>\n<p>Moreira explica que muitos atores sociais se sentem impotentes para promover os impactos transformadores que a sociedade precisa. Na opini\u00e3o do pesquisador, muito disso decorre da incapacidade de pequenos empreendedores, cidad\u00e3os, ONGs e outros grupos em definir um plano estrat\u00e9gico de defesa de seus interesses leg\u00edtimos, ou seja, um plano de <i>lobby <\/i>e <i>advocacy<\/i>.<\/p>\n<p>N\u00e3o existe consenso na literatura especializada sobre as diferen\u00e7as entre o conceito de <i>lobby<\/i> e <i>advocacy<\/i>. Certo, por\u00e9m, \u00e9 que independentemente da nomenclatura utilizada, os praticantes de tais atividades na maioria das vezes possuem um fim comum: influenciar a decis\u00e3o de autoridades p\u00fablicas.<\/p>\n<p>\u201cApesar do estigma e preconceito que recai sobre a atividade de <i>lobbying<\/i>, esta \u00e9 uma profiss\u00e3o legal, reconhecida pelo Minist\u00e9rio do Trabalho e essencial para a democracia. O cidad\u00e3o, ao inv\u00e9s de apenas reclamar do <i>lobby <\/i>praticado por outros atores, pode se organizar e fazer o seu pr\u00f3prio <i>lobby <\/i>em favor das causas que acredita.\u201d.<\/p>\n<p>Felipe pondera que a assimetria de recursos e a falta de transpar\u00eancia nos processos de tomada de decis\u00e3o ainda \u00e9 um desafio a ser enfrentado. Por\u00e9m, destaca que gra\u00e7as \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o digital e o surgimento de novos canais de participa\u00e7\u00e3o, nunca foi t\u00e3o f\u00e1cil fazer <i>lobby<\/i> para o bem comum. Nesse sentido, elogia e aponta como caminho para fortalecimento do Lobby Cidad\u00e3o, a cria\u00e7\u00e3o de hubs colaborativos de inova\u00e7\u00e3o dentro dos parlamentos, tais como o Laborat\u00f3rio Hacker da C\u00e2mara dos Deputados (o primeiro do mundo) e o LABHINOVA da C\u00e2mara Legislativa do Distrito Federal.<\/p>\n<p><b>Preocupa\u00e7\u00e3o com a transpar\u00eancia na fase de elabora\u00e7\u00e3o do direito<\/b><\/p>\n<p>A professora Fabiana de Menezes, destaca que o contexto de elabora\u00e7\u00e3o legislativa no s\u00e9culo XXI \u00e9 marcada por fortes tens\u00f5es em conte\u00fados que envolvem quest\u00f5es morais e ideol\u00f3gicas alvo da disputa de grupos divergentes, que por sua vez, repercutem o intenso pluralismo que circula de forma exponencial, via redes.<\/p>\n<p>Para ela, o projeto de pesquisa sinaliza uma perspectiva tecnol\u00f3gica de elabora\u00e7\u00e3o legislativa em rede tamb\u00e9m dentro do horizonte hermen\u00eautico da Legim\u00e1tica, pois sintoniza o processo legislativo com a sociedade da informa\u00e7\u00e3o. Considerando que a elabora\u00e7\u00e3o legislativa \u00e9 ainda vista como mera \u201ct\u00e9cnica legislativa\u201d por grande parte dos juristas, o trabalho de Felipe dentro do Observat\u00f3rio para qualidade da lei refor\u00e7a a adequa\u00e7\u00e3o de uma an\u00e1lise que considere a metodologia da Leg\u00edstica e a cr\u00edtica aos modelos de normas sobre produ\u00e7\u00e3o de normas \u00e0 luz da Legisprud\u00eancia, completa a orientadora.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Felipe Moreira far\u00e1 exposi\u00e7\u00e3o sobre sua pesquisa que trata do uso de dados legislativos abertos para fins de lobby e advocacy nos parlamentos. 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